05/02/2026
O Conselho Federal da OAB (CFOAB) divulgou os resultados do Fala Jovem Advocacia, censo nacional que reúne dados e percepções de advogadas e advogados com até cinco anos de inscrição na Ordem. Com 9.102 respostas, de todos os estados brasileiros, o levantamento mapeia a realidade socioeconômica dessa parcela da advocacia. Com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas institucionais de apoio voltadas à jovem advocacia, as respostas foram consolidadas em relatório oficial, encaminhado ao Colégio de Ouvidores da OAB e à diretoria do CFOAB.
De acordo com o presidente da Comissão à Advocacia Iniciante do Rio Grande do Norte, Roberto Matias, o censo é uma ferramenta importante para o direcionamento de políticas voltadas para a advocacia jovem: "a partir desses dados reais, já conseguimos direcionar ações efetivas, como o Programa de Desenvolvimento do Advogado Iniciante. A partir dos dados indicados pelo censo podemos direcionar ainda mais a capacitação profissional em temas essenciais à advocacia iniciante", afirma o advogado.
Dividido em oito eixos, o documento reúne informações sobre inscrição na OAB, dificuldades no início da carreira, acesso a cursos, barreiras de inclusão, remuneração, uso de tecnologia, desafios enfrentados por profissionais que atuam no interior, entre outros temas.
A falta de clientes é a principal dificuldade no início da carreira enfrentada por mais de três mil advogadas e advogados (3.279 menções – 36%). Outros obstáculos são a insegurança técnica e prática processual, que obteve 2.506 citações; os custos altos para manter escritório, com 1.547 referências; e a falta de mentoria por parte de advogados mais experientes, com 1.299 relatos.
Confira os resultados do censo AQUI.
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